Colorimetria Capilar – Tintura de Perfumaria vs “Profissional”, são sempre diferentes

tintura de perfumaria vs profissional

A tintura de perfumaria é realmente inferior?

Esta pergunta é uma das recorrentes perguntas que recebo. Portanto, desejo aqui responder a este assunto que pode ser libertador, e ao mesmo tempo revelador, devido a ser um tema de muita importância para o seu desempenho. Então, vou compartilhar minha experiência para você. Todos os dias surgem marcas novas e ter a oportunidade de utilizar novas opções eficazes e de custo beneficio maior é uma vantagem imensa.

Só para que tenha uma ideia, na minha última visita ao maior fabricante nacional de cartelas de mechas, ele me disse que atende cerca de 250 marcas diferentes de coloração. Ou seja, há possibilidades enormes de algumas se encaixarem melhor nas suas necessidades. E você pode estar já se perguntando; como assim? Te explico.

Para que se sinta mais seguro com o que vou dizer, quero explicar que, tendo trabalhado na maior fabricante de coloração de tintura capilar da América Latina, participei não apenas de uma ou duas criações de marcas, mas de muitas. Para entender bem, lá tínhamos mais de cem marcas sendo fabricadas. E a maioria era posicionada apenas no profissional, mas havia as que se posicionavam apenas em vendas para varejo, e algumas para ambos. A decisão de em qual atuar se dava por critérios como:

  • Estratégia comercial
  • Distribuição como forma de entregar com exclusividade a salões, ou não
  • Especialidade de venda

Poucos sabem é que, apenas 7,6% das pessoas fazem coloração no salão de beleza com tintura do próprio salão. A maioria das pessoas compra sua própria tintura sendo que destes, dois terços aplica em casa e um terço leva ao salão a tintura que comprou. Ou seja, comercializar tintura no varejo vende para muito mais usuários do que para salões! Sendo assim, a escolha entre vender no varejo não é apenas por causa de ter um produto inferior, mas inclui a venda maior. Este fator pode ser o estratégico.

Isto nos leva a outro aspecto: capacidade de distribuição. E caso pense “se vender em varejo dá mais lucro, porquê todos não fazem isso?”, devemos entender que nem todos conseguiriam fazê-lo.

 Acontece que para vender em perfumaria há várias complicações. Uma delas é a sua capacidade de entrega, outra a capacidade de alocar uma demonstradora de marca em cada perfumaria que exigir, e ainda outra é o tamanho do investimento para fornecer produtos para a perfumaria. O que nos trás ao terceiro ponto de análise desta lista, que é a especialidade de vendas da marca. Equipes de venda podem ou não ser especialistas em vender em salões ou lojas. Desta forma, a escolha pelo nodo de distribuição acompanha esta forma de trabalho.

Entretanto, resta-nos saber agora quais são estes critérios, e como saber se o produto serve ou não para nós.

As perguntas e respostas para descobrimos isto são basicamente:

Há real diferença entre os produtos vendidos em salão e perfumaria?

Mais ou menos, e depende de cada caso! A verdade é que há como já falamos empresas que querem ir diretamente para o enorme mercado de consumidores finais, e que por isso vão buscar produtos de uso e desempenho diferente. Só para ter uma ideia, entenda que há muitas empresas que fabricam seus próprios produtos e ouras que terceirizam a fabricação. Trabalhei na terceirização de tinturas capilares, e por isso sei dizer que, em relação a diferenças entre estes produtos de varejo em relação aos profissionais geralmente há:

  • Viscosidade menor para facilitar a espalhabilidade escorrendo mais do que um produto profissional, além de facilidade de misturar oxidante com a tintura diretamente no aplicador.
  • Perfume mais popular, e muitas vezes mais intenso, pois o olfato é um dos mais importantes atrativos para as consumidoras.
  • Gama de cores menor, já que produtos de uso mais técnico são difíceis de vender.
  • Cores mais suaves, já que refazer trabalhos de cores muito intensas pode ser complicado e exigir descoloração. Por este motivo, entendemos que a cobertura de brancos também é mais suave, mas isso não significa de forma alguma que são corantes baratos, fracos, sem tecnologia ou ineficientes. São exatamente os mesmos, mas a formulação trás desempenhos diferentes. (Num próximo artigo explico melhor).
  • Ativos de tratamento mais “populares”, ou seja: que estão mais na moda e atraem mais o consumidor final.

A eficácia de cobertura é a mesma?

Como vimos à cima, há produtos que tem cobertura menor, e geralmente são os que não têm apresentação profissional. Como distinguir esta apresentação é simples. Basta ver que se está em kit é para consumidor, e se está em cartucho individual apenas com a bisnaga, a apresentação é para profissionais.

Fatores de cor como intensidade, brilho e durabilidade mudam?

Sim, mudam da mesma forma que os profissionais podem mudar de marca para marca. Mas, é muito provável que os kits tenham diferenças maiores. 

Os ativos hidratantes são melhores ou piores?

Talvez já até saibas que, o tipo de ativo adicionado a produtos impacta muito no preço de produção. Portanto, é de se imaginar que alguns, sendo muito mais caros que outros, podem acabar fazendo estes produtos ficarem com preços que não são atrativos. Isto significa que os ativos são ruins? Não! Por enquanto basta dizer que ter um ativo mais caro não significa ser melhor, assim como o contrário não significa ser um produto ruim. Porém, desconfie de propagandas milagrosas. Exageros devem sempre te alertar para algo possivelmente preocupante.

Como saber se um produto de perfumaria vai atender às minhas necessidades profissionais?

Bem, além dos mais aparentes indícios de que o produto não vai atender as nossas necessidades como; preço muito barato e estar sendo oferecido em kit (que por si só já pode ser descartado, pois o oxidante nem sempre é o que precisamos), há poucos sinais visíveis de que um produto de perfumaria é inferior ao vendido no salão.

Sendo assim, como profissionais de excelência, a regra seguida para a escolha do produto é a mesma: testes! Nenhum produto deve fazer parte do seu estoque sem que seja testado e aprovado por nós. Não é por que uma marca é mais cara, famosa, exclusiva, cheia de ativos milagrosos, que ela vai atender à cor final e durabilidade que quer entregar a seu cliente.

Resumindo

Meu objetivo é, em primeiro lugar, informar que é uma inverdade que produtos de perfumaria são sempre inferiores, e de profissionais superiores. Em segundo lugar, te fazer saber que há algo mais no mundo industrial que nos atende, e que podem estar nos induzindo a ficarmos limitados. Terceiro te deixar a par de possibilidades de aumentar seus lucros com produtos que, por serrem mais vendidos, ou que tenham uma cadeia de distribuição mais eficiente, podem custar menos no seu bolso. Tendo estes cuidados com produtos de varejo, também os tenha com produtos de distribuidores diretos a salões.  Afinal, o que quer é desempenho independente da fonte.

Portanto, produtos não devem ser julgados pela distribuição, e sim pelo desempenho. Seja você, e não os outros, a decidir o que é melhor para sua cliente.

Quer receber mais informações, envie um e-mail pedindo novas matérias. contato@rogeriobelo.com

Este tema também está no Manual do Colorista capilar vol. 2. Conheça clicando aqui

O que é Mucina? – Pergunta dos alunos

O que é Mucina

A mucina é uma variedade de proteínas massa molecular alta, bastante gelatinosas, produzidas por tecidos como a pele, e pelas cavidades corporais internas e os órgãos, na maioria dos seres vivos. A mucina é de fato muito importante. E está presente nos nossos fios de cabelos de forma bastante fácil de se encontrar. Às vezes, a mucina é pode ser vista a olho nu, e os folículos pilosos são visivelmente proeminentes e parecem um gel transparente e esbranquiçado ao ser retirado um fio do folículo. A mucina é normalmente é produzida em pequenas quantidades como parte do tecido conjuntivo dérmico pelos fibroblastos.

Mucinose

Uma coisa interessante é que a mucina desempenha um papel vital na homeostase da água e do sal na derme e pode absorver enormes quantidades de água. Assim, em condições como as mucinoses, em que a produção de mucina é aumentada, há mais retenção de água, de modo que o tecido conjuntivo dérmico cria um edema.

A mucinose, a presença de mucina em excesso, é uma anomalia relacionada a algumas doenças. Elas se ligam a patógenos como parte do sistema imunológico. Esta condição deve ser tratada por médicos. A mucinose folicular é uma doença rara que afeta a pele com pelos,normalmente no couro cabeludo, cabeça e pescoço. O nome da doença vem do acúmulo de mucina, que se trata de um material gelatinoso ou mais liquido nas paredes dos folículos capilares.

Qual papel da Mucina?

Porém, a mucina desempenha um fator de regulação e proteção indispensável, como dito acima, é produzida em pequenas quantidades como parte do tecido conjuntivo. Trata-se de um componente indispensável na maioria das secreções viscosas, com funções de lubrificação e para formar barreiras químicas. As mucinas têm funções importantes na defesa contra infecções bacterianas e fúngicas. Porém, é preciso deixar claro que há outros tipos de mucinas no organismo, e por isso é preciso deixar claro que não basta apenas falar “mucina” como se fosse apenas a mesma!

Ao que se refere a fios, a função é proteção de fatores externos e contra bactérias por exemplo, e coesão do fio ao folículo e sua estrutura, que é complexa e cheia de outras estruturas que podemos estudar. É uma das responsáveis pelo preenchimento do folículo.

Logo, resumindo, a Mucina é parte do organismo humano, e de outros seres vivos. Mucinose é exagero na produção da mucina, é não esta apenas relacionada ao fio, já que esta proteína faz parte de outros revestimentos externos, que também sofrem efeitos da mucinose.

Espero ter ajudado aos alunos que me pediram ajuda. Esta breve resposta pode, e deve ser complementada, pois um assunto destes, que está mais relacionado a medicina do que ao ramo dos cabeleireiros, tem muito mais a ser dito além do que resumimos aqui.

Contem comigo! Envie suas dúvidas para contato@rogeriobelo.com, ou nos canais abaixo.

Rogério Belo.

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Nomenclatura na Colorimetria Capilar – Numeração

Numeração e Nomenclatura de tinturas- Rogério Belo

A numeração das tinturas/colorações, ainda te confunde?

Um dos temas que mais confundem profissionais, sejam eles os mais iniciantes a até alguns dos mais experientes em colorimetria capilar, é a nomenclatura de algumas marcas. Como profissional especialista em coloração e colorimetria, não apenas por ter passado cerca de dezesseis mil horas em uma das maiores fábricas de coloração do mundo, que produz centenas de marcas, sei que há alguns detalhes que podem servir de alerta à você que tem dúvidas neste tema.

Além disso, como cabeleireiro já há quase 25 anos, e autor de 2 livros de colorimetria capilar, vivi as mesmas dúvidas na minha experiência profissional, até que a vivência me ensinou mais sobre este e os demais temas da colorimetria capilar. Mas, devo contextualizar um pouco o processo para poder explicar melhor sobre nomenclaturas.

Como nascem algumas marcas de tinturas

Primeiramente precisamos entender como funciona, mesmo que de forma simplificada a criação de uma marca. Talvez você não saiba, mas grande parte das marcas de produtos não tem fabricação própria. Por este motivo, as marcas que não fabricam seus próprios produtos recorrem a empresas terceiristas, que possuem a expertise para isso.

Lá elas geralmente são apresentadas a várias opções, e elas não apenas podem sim criar suas próprias versões de produtos dentro de certos padrões, como podem aderir a uma formulação padrão. Sabendo disto, já somos capazes de compreender que há empresas com cores diferentes com a mesma nomenclatura, ou seja, que foram personalizadas segundo os desejos da marca.

A vantagem deste modo de trabalhar é que, tendo uma equipe de profissionais exigentes e que estão dispostos a melhorar o produto, e as cores resultantes, somos apresentados a novas opções melhores, ou ao menos diferentes. Por outro, lado cria um problema para seguirmos uma metodologia de combinação de tinturas.

As marcas que não optam por fazerem suas próprias cores, já que é um processo lento e caro, podem decidir por vários outros caminhos. O mais comum é a escolha de cores já prontas. Dentre as opções, muitas vezes há várias opções de uma cor só. Umas mais quentes, outras mais fechadas, outras com maior ou menor cobertura, e por aí vai.

A escolha geralmente é feita baseada nas cores melhores ranqueadas nas vendas, escolhendo, por exemplo, as 40 ou 50 mais bem vendidas na região em que a marca vai concentrar sua atuação. E mesmo que seja escolhida comparando a venda nacional, sua escolha é baseada pelo que vende bem. E vivi esta experiência inúmeras vezes nos anos em que trabalhei nesta indústria.

Porém, esta prática cria alguns problemas! O primeiro é o que lidaremos neste texto, e futuramente trarei novos conteúdos para você.

Na hora de nomear e numerar as colorações

O problema que surge é que, tendo estas marcas pouco critério em relação à escolha do produto, eles também costumam ter pouco com as numerações. O fato de escolherem produtos padronizados, muitas vezes por não serem especialistas no tema, os faz também escolherem as numerações baseadas no ranking das que mais vendem.

Por exemplo, até minha última verificação do ranking das cores mais vendidas, o 12.89 vendia mais que o 12.21. O caso é que estas cores eram exatamente a mesma fórmula, postas em marcas que tinham predileção por numerações diferentes. Algumas escolhiam por 12.21 porque na sua cartela o 2 é irizado e o 1 é cinza, facilitando a compreensão do que é a cor. Porém há marcas que usam o número 12.89, pois a numeração é mais conhecida, como a Wella, que a lançou e popularizou este número.

Assim, há marcas que procuram uma coerência entre suas numerações, e fazem com que todas as suas cores sejam entendidas num único padrão que escolheram, e há marcas que buscam que suas cores sejam mais facilmente identificáveis com cores “mais conhecidas” de outras marcas que são referências no mercado. E nenhuma está necessariamente certa ou errada. É tudo uma questão de estratégia comercial entre outras coisas.

Nem toda marca padroniza sua nomenclatura

Há ainda outros casos que causam estranheza. Por exemplo, há marcas que possuem na sua cartela o 6.66, que na L’oreal é vermelho intenso. Outras usam o número 6.60 para a mesma cor vermelho intenso, e usam o numero repetido para reflexos profundos.

A diferença entre profundo e intenso são as intensidades onde uma é mais luminosa/intensa, e a outra é mais fechada/profunda. Para complicar ainda mais, ainda existem marcas que, dentro da mesma cartela usam o 6.66 para vermelho intenso, ao passo que usam 4.77 para marrom profundo. Estranho não é mesmo?

Necessidade de atenção às nomenclaturas

Esta questão, que poderíamos dar ainda mais exemplos, pois trabalhando em salões diversos, distribuidoras e marcas, além da já comentada empresa fabricante, pode tirar o sono de alguns e induzir outros ao erro.

Pense em como seria comprar o nosso 6.66, acreditando ser intenso, e ao terminar o tempo de pausa descobrirmos que se tratava de um vermelho fechado. Imagine se fosse apenas um retoque de raiz em que, a cliente teria uma cor no comprimento e outra diferente do que acabou de fazer. Certamente, sou capaz de imaginar você ouvindo a reclamação da cliente, e ligando para o distribuidor reclamando do produto.

Mas calma, porque, embora possa listar uma série de cores que podem ser mal interpretadas por causa das numerações, quero te ajudar dando quatro dicas principais que vão solucionar estes e outros problemas, além de te ajudar a se especializar ainda mais em colorimetria capilar. E a dica é muito simples, beirando ao óbvio. Mas, o sucesso é uma sequência de atitudes óbvias tomadas com inteligência!

4 dicas de como evitar se confundir com nomenclaturas e cores

A primeira é: Não leia apenas a numeração! A maioria das marcas etiqueta suas tinturas com o numero e o nome da cor, e embora alguns erros possam acontecer, esta nomenclatura é mais segura do que olhar apenas a numeração.

Segundo: Examine a cartela! Um jeito simples de saber a cor que está no tubo antes de buscar o produto no estoque é olhar a cartela não apenas para a mechinha. A mecha posta ali pode ser um artifício de marketing, e ter cores chamativas baseadas em um resultado possível. Mas, pode ser que você deixe passar batido algum detalhe da descrição dela, ou de como a marca segue ou não um padrão de numeração.

Terceiro: Entenda definitivamente que, não existe numeração universal, e que não é culpa da marca, ao menos não integralmente pela nossa falta de atenção a estes detalhes. Se você for à um treinamento da marca, não deixe de questionar os técnicos dela para entender o posicionamento sobre o tema. Aproveite para tirar dúvidas adjacentes sobre como identificar as numerações desta marca comparativamente com a que já está acostumado. Isso pode facilitar muito sua decisão pela troca de uma marca por outra, caso seja o que estiver buscando.

Por último, a mais importante: É você se responsabilizar pela escolha do produto, conhecendo-o antes de aplicá-lo! Alguém pode dizer: “Mas Belo, não é seguro olhar para a numeração e a nomenclatura para saber qual o produto que estou comprando?”. Em parte sim! Mas, além das numerações e nomenclaturas, há diferenças entre cores com os mesmos nomes e numerações de uma marca para outra. Lembra-se de que disse à você que uma marca pode pedir para personalizar seu produto? Então, é possível que a pessoa que pediu ajustes tenha um modo diferente de entender o quanto uma tintura deve cobrir brancos, ser quente ou fria, ser opaca ou brilhante. Logo, confiar apenas nas descrições pode ser o motivo de que muitos reclamam que não obtém resultados iguais ao trocar de marca. Pois de fato não obterão sempre. Cada marca tem o direito de personalizar seus produtos, com base nos seus próprios critérios.

Faça testes ao invés de confiar em métodos falhos de cálculos

Por isso, sempre faça testes comparativos. E antes que ache que isto é difícil, minha dica para simplificar isto é que pegue um pouco de cada, respeitando suas medidas de uso, e aplique cada mistura em uma mecha de cabelo dividida na metade.

Você simplesmente pega esta mecha, separa duas partes, e ao aplicar os produtos em uma situação igual, você poderá ver o resultado de ambas após o tempo de pausa sem interferências extras. Se fizer este teste, poderá saber em menos de uma hora se as duas marcas tem tinturas com resultado final igual, ou se há alguma diferença entre elas.

Repare bem nestas diferenças, e antes de descartar um produto por não ser igual ao outro, considere em que situações ele pode ser útil. Pode ser que seja aquela que te faz falta e que não precisará de misturas para dar o tom desejado por sua cliente.

Espero que com estas dicas sua vida seja, talvez não mais simples, mas que traga resultados mais precisos. Também comento sobre isso em cursos e até em meus livros de colorimetria capilar. Entendo que quanto mais detalhes observamos, consumimos um pouco do nosso tempo no começo, mas que compensa no resultado final mais especializado.

Se gostou da matéria, ou se precisa tirar alguma dúvida, deixe seus comentários ou sugestões. Estarei preparando algo especial para esclarecer o que puder!

Rogério Belo

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Fulano e Beltrano trabalhando a Colorimetria Capilar

Como escolher corretamente a tintura capilar

Duas clientes chegam ao salão. (Apenas uma reflexão, mas baseado em fatos reais)

Uma vai ser atendida por um profissional chamado Beltrano, e outra por um chamado Fulano (melhor assim, vai que… né).

Ambas têm a mesma cor natural, e o mesmo tipo de cabelo, pois são gêmeas (mera coincidência rs). Ambas querem a mesma cor (não é coincidência porque elas fazem isso desde criança).

Beltrano e Fulano conversam com as clientes que apontam uma cor na cartela que, na verdade é bem comum. Então, os profissionais dirigem-se ao estoque de cada um e preparam o produto para aplicação.

Beltrano tem um estoque com várias cores e de variadas marcas. Digamos que sejam 100 tubos.
Algumas destas tinturas têm até o mesmo número, mas como Beltrano já as experimentou, e fez anotações sobre seu resultado, afinal ele testa tudo o que vai entrar no seu estoque, ele escolhe um tudo com a cor exata que a cliente deseja. Ele sabe que às vezes precisa ajustar uma coisa ou outra, mas como sempre que faz isso faz anotações, seu estoque sempre tem produtos para a maioria das situações. pegou o tubo, pesou com oxidante da volumagem correta que sempre tem no estoque (já que cada volumagem têm suas formulações especificas e não podem ser misturadas fora dos padrões) e foi passar.

Beltrano teve que;
-escolher entre as cores que tinha à sua disposição,
-escolher o oxidante pronto e mesclá-lo à tintura que pôs inteira na cumbuca facilitando a pesagem,
-levar a mistura e já aplicar na cliente,
-aguardar a pausa correta e enxaguar para finalizar.

Fulano tem apenas X cores (podem ser três, dez, cinco, não importa agora), e os mesmos 100 tubos no total. Mas, Fulano tem que fazer contas, e aproveitar os tubos abertos antes. Digamos que ele precise de três cores para fazer o produto que vai aplicar.
Ele procura as cores, vê se em cada tubo tem material suficiente e se não tiver vai abrir mais um tubo, e fará isso com as três. Vai pesar, afinal a pesagem tem que ser precisa, e fará isto pelo menos três vezes (isso se não teve que abrir nenhum tubo a mais). agora que tem os três produtos diferentes na cumbuca, vai calcular a quantidade de oxidante, e a volumagem que vai ter que “fazer”.
Como ele tem só oxidante de 40 volumes, e dilui com água para “ajustar a fórmula” (e digamos que use água desmineralizada e deionizada para isso, e também ignorando que oxidante não é só água e peróxido de hidrogênio, e que a legislação proíbe a alteração de produtos).

Agora Fulano tem;
-três cores que precisaram ser calculadas antes de pegar os tubos,
-talvez tenha tido que abrir mais um ou mais tubos, que diga-se de passagem não têm mais o lacre para evitar oxidação,
-tem que pesá-los individualmente, com cuidado, e isso demora mais do que por o conteúdo da bisnaga inteiro nela (e vamos supor que não errou nada e teve que fazer alguma conta a mais para ajustar),
-precisa calcular e pesar a quantidade de água e oxidante que deve “fabricar” para realizar o serviço
-mesclar tudo isso,
-se adaptar a viscosidade alterada do produto, já que possivelmente diluiu na água os produtos, deixando-os mais mole a mistura em relação ao que o produto normalmente ficaria,
-e após tudo isso, foi aplicar o produto na cliente.

Supondo que é natural imaginar que possa haver alguma diferença de resultados, mas que, para termos de comparação, devamos dizer que os resultados da cor foram “iguais”; qual profissional:
-realizou o procedimento com menos complicações?
-qual estava com o estoque mais assertivo?
-qual deles não deixou nenhum tudo de tintura passível de oxidar sem o lacre?
-qual passou menos tempo no estoque tendo que calcular varias possibilidades?
-qual não obteve uma mistura fora da viscosidade correta?
-qual arrisca mais ao misturar várias coisas, ao invés de já ter o produto certo?
-em qual dos dois casos a tintura já estava sendo aplicada enquanto o outro profissional ainda estava terminando a mescla?
– dos dois parece mais eficiente?

Poderíamos fazer mais perguntas, mas acho que fica claro que quando economizamos tempo, produtos, e realizamos trabalhos mais certeiros, ganhamos tempo, evitamos gastar produtos demais com alguns podendo vencer no estoque pois estavam “abertos”, atendemos mais clientes num dia, e algumas outras vantagens.

Você pode sim escolher fazer do outro jeito, mas quero incentivar a fazer o mais simples, mais econômico, e mais assertivo.

Lembre-se: se você usa cem tubos de cores diferentes por mês, e se usar cem tubos de três cores diferentes no mês, terá usado a mesma quantia de tudo da mesma maneira! Então, talvez economizar não seja exatamente usar menos cores, e sim usar melhor seus recursos, e um método mais eficiente de colorir cabelos.

Quer saber mais?

Em breve faremos uma análise do motivo, pelo menos alguns, pelo qual a “matemática” da colorimetria, pode ser a causa de muitos problemas para quem quer aprender colorimetria de verdade, e como evitar estes erros. Caso deseje aprender já como fazer seu trabalho sem ter este trabalhão que o Fulano tem todas as vezes, que tal conhecer o Livro de Colorimetria que ensina como trabalhar qualquer cor em qualquer cabelo? Clique aqui e saiba mais.

Fique de olho!

Rogério Belo

Colorimetria Capilar – por que as clientes não colorem cabelo no salão, e como melhorar isso

Colorimetria Capilar Blog Rogério Belo

Você sabia disso?

Colorimetria Capilar – por que as clientes não colorem cabelo no salão, e como melhorar isso

Durante minha experiência buscando melhorar a vida de profissionais, participei de muitos cursos, sem medo de investir meu tempo, e muito dinheiro muitas vezes, por que sabia que dava pra ajudar pessoas a enxergarem que não basta saber colorir cabelo.

Pesquisas apontam que poucas pessoas fazem coloração no cabelo no salão com produtos do profissional

Segundo esta pesquisa, publicada em 2016 pela Nielsen, cerca de 54% da população brasileira colore cabelos, mas apenas 7,6% faz no salão com tinturas dos cabeleireiros. A grande maioria não confia que o cabeleireiro vá fazer escolhas melhores do que elas, na compra do produto, por exemplo. Mesmo que a compra seja por orientação do cabeleireiro, em algum nível esta forma de trabalhar mostra que, poucas pessoas realmente acreditam que o cabeleireiro tem mais resultado que elas mesmas.

A impressão é que, sendo ‘apenas’ passar coloração, elas apenas precisam acertar a cor, e tudo mais é apenas para casos específicos. O trabalho do profissional acaba não sendo valorizado. Mas, será que a culpa é do cliente, ou do cabeleireiro? ‘Ah Rogério, mas é por que elas não tem dinheiro e querem economizar’! Engano seu!

A mesma pesquisa indica que, 48,5% das pessoas de poder aquisitivo mais alto, e 42% da classe média, também não fazem coloração no salão com o que nós oferecemos, dos que tingem fora de casa. Apenas 7,3% da chamada ‘classe D’ tinge os cabelos no salão com tintura do salão. Ou seja, dinheiro importa. Mas não significa que, quem tem dinheiro faz coloração no salão com produto do salão.

E porquê?

E qual a causa disso? Bem, não posso responder por todo mundo, mas apresentei esta pesquisa a algumas pessoas, dentro e fora do ambiente de salão, e a maioria, principalmente as que colorem os cabelos, em algum momento disseram algo como “se for pra fazer igual eu faço em casa, não vale a pena ir ao salão”. E elas não assistem cursos, nem lêem um Livro de Coloração Capilar.

Então, uma pergunta me ocorreu; “o que te faria usar mais o serviço do cabeleireiro colorista e confiar nas suas escolhas?”. Bem o que algumas me disseram foi bem interessante. Vou relatar algumas falas que me recordo.

  • “Eles precisam me convencer que sabem trabalhar bem”.

A cliente me disse que, uma das maiores faltas do trabalho de um profissional, seja de qual área for sobretudo de um colorista capilar, sempre é não mostrar do que é capaz, e como seu serviço pode ser benéfico para o cliente. A cliente precisa se sentir confiante de que fazer o cabelo com o colorista dela vale mais a pena e que vai ficar melhor do que ela colorindo sozinha, e que os produtos que ele vai escolher serão mais eficientes no resultado esperado, do que ter de trazê-los de outro lugar.

No meu livro de colorimetria capilar, explico que o profissional deve conhecer muito bem cabelo e de produtos de . Como ele age e reage no cabelo vai indicar como extrair o melhor dele para seu trabalho.  Independente de você ter lido ou não o Manual do Colorista Capilar, certamente irá se beneficiar de adotar algumas das ideias dele para conhecer melhor os produtos. E como eles podem ser usados, vai depender de sua habilidade, coisa que os mais novos adquirem facilmente quando bem orientados, e os mais velho já possuem experiência para se adaptar.

  • “Acho que sai mais caro fazer no salão”

Sim, muita gente pensa no preço de se fazer no salão, ou de usar a tintura do salão ao decidir como colorir. Mas aí uma delas fez a conta sozinha e percebeu algo que você pode usar como argumento a seu favor.

Ela viu que se o produto custasse R$10,00 (hipotético) e o serviço custasse R$30,00 (hipotético também), a diferença de dois terços do valor, se fossem compensados por uma aplicação rápida e eficiente, sem deixar ‘gatinhos’, que não deixasse ‘faixas’, que viessem com lavagem com produtos profissionais eficientes, e que não a lambuzassem toda como acontece em casa, já compensaria e muito.

Ou seja; para ela o valor a mais pelo serviço no salão, independente do preço da tintura utilizada, sendo um serviço bem prestado e que sua comodidade fosse perceptível, não a incomodaria em pagar. Para ela ser bem servida, e saber que está sendo bem servida é um fator de decisão importantíssimo.

Será que quando atendemos nossas clientes estamos fazendo de tudo para que ela perceba isso, ou estamos apenas fazendo? Como assim? Você vai lavar o cabelo, mas se o fizer comentando com a cliente, sem fazer propaganda da marca, que escolheu um produto excelente para remover a cloração dando maciez e brilho, e que irá finalizar com cremes que vão ajudar na resistência e durabilidade, certamente ela irá perceber o serviço de uma forma especial. Ao menos, bem diferente de quem nem se importa em fazer seu trabalho ser percebido na sua integralidade. Afinal, colorir cabelos não é apenas passar produto, como ela faria em casa. Percebe a diferença? Fazer igual ela faria, incentiva ela continuar fazendo sozinha, e não com você. É este o ponto.

  • “Ver que o profissional estuda e não apenas olha no youtube”.

Minha cliente me disse exatamente isso: “eu tingia meu cabelo em casa, porque eu não iria a um dentista que aprende no youtube, que não lê um livro, e que não vai a congressos profissionais, então é lógico que um cabeleireiro deve fazer mais do que ir uma vez ou outra num workshop de produtos”.

Sim, uma cliente disse isso! Ela era uma profissional reconhecida na área dela, e conversávamos bastante. Ela disse que não ver o esforço em estudar dentro da classe de profissionais da beleza era, na visão dela e de algumas amigas, um fato preocupante. Na época não havia nenhum livro de colorimetria capilar especifico como o Manual do Colorista Capilar, foi antes de 2007. Mas, ela disse que sempre procurava os melhores livros da sua profissão, e outros que lhe ajudasse a ser uma profissional melhor, e me elogiava por eu sempre ter um livro em mãos todas as vezes que ela ia ao salão.

Para algumas pessoas, o fato de você estudar ou não, nunca será tema de conversas se você não fizer questão. Mas, experimente falar de coisas que anda estudando, e que sejam relacionadas com sua prestação de serviço para ela! Você irá perceber que muitos vão apreciar seu interesse em se autodesenvolver pessoal e profissionalmente. Muitos dos meus leitores usam meu livro para chamar a atenção da cliente, deixando-o na bancada, bem à mostra.

Quando for dizer que está estudando, esteja mesmo, pois falar sobre pontos específicos, e usar para iniciar uma conversa sinceramente interessada nos pontos de vista de seus clientes, não apenas os fará perceber seu interesse em evoluir, como proporciona mais afinidade com eles. Um dos grandes segredos que descobri logo cedo nesta área é justamente ganhar a confiança do cliente conversando com ele.

Conversar com o cliente, deixá-lo a par de seu crescimento, mostrar interesse genuíno e sincero por suas necessidade e, o mais importante, mostrar seu bom serviço de forma perceptível, são verdadeiras armas na conquista de seus clientes.

Lembre-se, seus clientes vão confiar apenas no que eles sabem que podem confiar!

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Colorimetria Capilar – Como Estudar Colorimetria Capilar

Como estudar colorimetria capilar

O que é Colorimetria Capilar?

Colorimetria Capilar é um termo que se refere genericamente ao conhecimento de cores naturais e artificiais possíveis em cabelos, e também a como alterar cosmeticamente estas cores, para atender aos desejos de pessoas com intensões diversas. Muitos vão recorrer profissionais que entendem Colorimetria Capilar, para cobrir brancos, alterar a cor natural, retocar trabalhos anteriores, fazer mechas, clareamentos escurecimentos, entre outras coisas. O profissional que atua nesta especialidade, embora haja outros termos que usam para tentar diferenciar quem os usa, chama-se Colorista, ou Colorista Capilar.

Por quê desafiador aprender Colorimetria Capilar?

Estou nesta área há muitos anos, e sei como pode parecer desafiador encarar toda a complexidade de se trabalhar com coloração capilar. A Colorimetria Capilar é, com certeza, aquele que envolve mais matérias para estudar, como; tricologia, química, cosmetologia, entre outras. Mas, fique tranquilo(a)! Nos artigos que virão vou abordar muito mais sobre este universo das cores e da coloração capilar.

Além disso, dos produtos que se oferece nos salões, as tinturas, ou colorações se preferir, são as que possuem mais número de produtos individuais para o mesmo serviço. As marcas possuem cerca de 40, 50, 60, ou sabe Deus quantas cores individuais, que são produtos diferentes entre si. Ademais, é comum ter ao menos 4 oxidantes. Ainda podemos dizer que, há tinturas oxidativas, naturais, metálicas, diretas, e etc.. Cada uma com suas características e indicações.

Portanto, é compreensível que muitos passem anos sem entender verdadeiramente a Colorimetria Capilar. Recentemente, visitei o curso de um dos meus alunos, um famoso técnico brasileiro que me chamou para dar uma saudação. Me apresentei devidamente, e disse que se alguém desejasse fazer alguma pergunta, estaria disposto a responder com prazer. Imediatamente, uma senhora levantou as mãos já perguntando: Como faço para decorar a estrela de cores? Note que, se tratava de uma senhora, e imaginei que já havia ido a muitos cursos e workshops de Colorimetria Capilar. Portanto, é natural que, de tanto ver o mesmo tema, já deva ter decorado!

Entretanto, quero ressaltar que, esta senhora não é um caso isolado e, já vi muitos e muitos casos similares. Sabendo disso, devemos imaginar que falta algo que lhes facilite o aprendizado pois, sem entender os pontos básicos da Colorimetria Capilar, e os fundamentos de um bom trabalho como colorista, dificilmente a pessoa terá a possibilidade de aproveitar as inúmeras possibilidades de lucro que ela proporciona. Sim, lucros!

Por quê se especializar em Colorimetria Capilar?

Sabendo disto, e entendendo que seus concorrentes também podem se encontrar com dificuldades com Colorimetria Capilar, não seria interessante ser especialista e aumentar sua possibilidades de atendimento, e prestar um serviço diferenciado? Claro que sim!

Sempre digo que, concorrente não é inimigo, mas se uma cliente deseja fazer uma coloração perfeita, ou mechas maravilhosas, certamente aquele que for o especialista na área vai ser o primeiro a ser lembrado, e isso significa que você pode ser a pessoa que vai ser lembrada e ganhar mais um cliente.