Colorimetria Capilar – por que as clientes não colorem cabelo no salão, e como melhorar isso

Você sabia disso?

Colorimetria Capilar – por que as clientes não colorem cabelo no salão, e como melhorar isso

Durante minha experiência buscando melhorar a vida de profissionais, participei de muitos cursos, sem medo de investir meu tempo, e muito dinheiro muitas vezes, por que sabia que dava pra ajudar pessoas a enxergarem que não basta saber colorir cabelo.

Pesquisas apontam que poucas pessoas fazem coloração no cabelo no salão com produtos do profissional

Segundo esta pesquisa, publicada em 2016 pela Nielsen, cerca de 54% da população brasileira colore cabelos, mas apenas 7,6% faz no salão com tinturas dos cabeleireiros. A grande maioria não confia que o cabeleireiro vá fazer escolhas melhores do que elas, na compra do produto, por exemplo. Mesmo que a compra seja por orientação do cabeleireiro, em algum nível esta forma de trabalhar mostra que, poucas pessoas realmente acreditam que o cabeleireiro tem mais resultado que elas mesmas.

A impressão é que, sendo ‘apenas’ passar coloração, elas apenas precisam acertar a cor, e tudo mais é apenas para casos específicos. O trabalho do profissional acaba não sendo valorizado. Mas, será que a culpa é do cliente, ou do cabeleireiro? ‘Ah Rogério, mas é por que elas não tem dinheiro e querem economizar’! Engano seu!

A mesma pesquisa indica que, 48,5% das pessoas de poder aquisitivo mais alto, e 42% da classe média, também não fazem coloração no salão com o que nós oferecemos, dos que tingem fora de casa. Apenas 7,3% da chamada ‘classe D’ tinge os cabelos no salão com tintura do salão. Ou seja, dinheiro importa. Mas não significa que, quem tem dinheiro faz coloração no salão com produto do salão.

E porquê?

E qual a causa disso? Bem, não posso responder por todo mundo, mas apresentei esta pesquisa a algumas pessoas, dentro e fora do ambiente de salão, e a maioria, principalmente as que colorem os cabelos, em algum momento disseram algo como “se for pra fazer igual eu faço em casa, não vale a pena ir ao salão”. E elas não assistem cursos, nem lêem um Livro de Coloração Capilar.

Então, uma pergunta me ocorreu; “o que te faria usar mais o serviço do cabeleireiro colorista e confiar nas suas escolhas?”. Bem o que algumas me disseram foi bem interessante. Vou relatar algumas falas que me recordo.

  • “Eles precisam me convencer que sabem trabalhar bem”.

A cliente me disse que, uma das maiores faltas do trabalho de um profissional, seja de qual área for sobretudo de um colorista capilar, sempre é não mostrar do que é capaz, e como seu serviço pode ser benéfico para o cliente. A cliente precisa se sentir confiante de que fazer o cabelo com o colorista dela vale mais a pena e que vai ficar melhor do que ela colorindo sozinha, e que os produtos que ele vai escolher serão mais eficientes no resultado esperado, do que ter de trazê-los de outro lugar.

No meu livro de colorimetria capilar, explico que o profissional deve conhecer muito bem cabelo e de produtos de . Como ele age e reage no cabelo vai indicar como extrair o melhor dele para seu trabalho.  Independente de você ter lido ou não o Manual do Colorista Capilar, certamente irá se beneficiar de adotar algumas das ideias dele para conhecer melhor os produtos. E como eles podem ser usados, vai depender de sua habilidade, coisa que os mais novos adquirem facilmente quando bem orientados, e os mais velho já possuem experiência para se adaptar.

  • “Acho que sai mais caro fazer no salão”

Sim, muita gente pensa no preço de se fazer no salão, ou de usar a tintura do salão ao decidir como colorir. Mas aí uma delas fez a conta sozinha e percebeu algo que você pode usar como argumento a seu favor.

Ela viu que se o produto custasse R$10,00 (hipotético) e o serviço custasse R$30,00 (hipotético também), a diferença de dois terços do valor, se fossem compensados por uma aplicação rápida e eficiente, sem deixar ‘gatinhos’, que não deixasse ‘faixas’, que viessem com lavagem com produtos profissionais eficientes, e que não a lambuzassem toda como acontece em casa, já compensaria e muito.

Ou seja; para ela o valor a mais pelo serviço no salão, independente do preço da tintura utilizada, sendo um serviço bem prestado e que sua comodidade fosse perceptível, não a incomodaria em pagar. Para ela ser bem servida, e saber que está sendo bem servida é um fator de decisão importantíssimo.

Será que quando atendemos nossas clientes estamos fazendo de tudo para que ela perceba isso, ou estamos apenas fazendo? Como assim? Você vai lavar o cabelo, mas se o fizer comentando com a cliente, sem fazer propaganda da marca, que escolheu um produto excelente para remover a cloração dando maciez e brilho, e que irá finalizar com cremes que vão ajudar na resistência e durabilidade, certamente ela irá perceber o serviço de uma forma especial. Ao menos, bem diferente de quem nem se importa em fazer seu trabalho ser percebido na sua integralidade. Afinal, colorir cabelos não é apenas passar produto, como ela faria em casa. Percebe a diferença? Fazer igual ela faria, incentiva ela continuar fazendo sozinha, e não com você. É este o ponto.

  • “Ver que o profissional estuda e não apenas olha no youtube”.

Minha cliente me disse exatamente isso: “eu tingia meu cabelo em casa, porque eu não iria a um dentista que aprende no youtube, que não lê um livro, e que não vai a congressos profissionais, então é lógico que um cabeleireiro deve fazer mais do que ir uma vez ou outra num workshop de produtos”.

Sim, uma cliente disse isso! Ela era uma profissional reconhecida na área dela, e conversávamos bastante. Ela disse que não ver o esforço em estudar dentro da classe de profissionais da beleza era, na visão dela e de algumas amigas, um fato preocupante. Na época não havia nenhum livro de colorimetria capilar especifico como o Manual do Colorista Capilar, foi antes de 2007. Mas, ela disse que sempre procurava os melhores livros da sua profissão, e outros que lhe ajudasse a ser uma profissional melhor, e me elogiava por eu sempre ter um livro em mãos todas as vezes que ela ia ao salão.

Para algumas pessoas, o fato de você estudar ou não, nunca será tema de conversas se você não fizer questão. Mas, experimente falar de coisas que anda estudando, e que sejam relacionadas com sua prestação de serviço para ela! Você irá perceber que muitos vão apreciar seu interesse em se autodesenvolver pessoal e profissionalmente. Muitos dos meus leitores usam meu livro para chamar a atenção da cliente, deixando-o na bancada, bem à mostra.

Quando for dizer que está estudando, esteja mesmo, pois falar sobre pontos específicos, e usar para iniciar uma conversa sinceramente interessada nos pontos de vista de seus clientes, não apenas os fará perceber seu interesse em evoluir, como proporciona mais afinidade com eles. Um dos grandes segredos que descobri logo cedo nesta área é justamente ganhar a confiança do cliente conversando com ele.

Conversar com o cliente, deixá-lo a par de seu crescimento, mostrar interesse genuíno e sincero por suas necessidade e, o mais importante, mostrar seu bom serviço de forma perceptível, são verdadeiras armas na conquista de seus clientes.

Lembre-se, seus clientes vão confiar apenas no que eles sabem que podem confiar!

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